O ministro da Mineração do Chile, Laurece Golborne, anunciou hoje o
fim oficial dos protestos contra o aumento nos preços do gás, que
paralisaram o sul do país durante mais de uma semana e deixaram mais de
mil turistas isolados na região em meio aos manifestantes. Golborne,
nomeado no final de semana passado também para o cargo de ministro da
Energia, foi hoje à região negociar com os manifestantes.
Ele chegou a ser cercado por mil manifestantes, que gritavam frases
de protesto, mas após uma reunião algumas horas mais tarde com líderes
do movimento, anunciou um acordo, no qual o governo concordou com quase
todos os pedidos dos manifestantes.
A estatal Empresa Nacional de Petróleo (ENAP) concordou em reduzir o
aumento no preço do gás de 16,8% para 3%, o mesmo porcentual da inflação
local. O governo também prometeu subsidiar as contas de gás dos mais
pobres dos 158 mil moradores da região de Magallanes, onde ocorreram os
protestos mais intensos.
Os protestos custaram US$ 4 milhões à indústria do turismo na
Patagônia chilena, que também é ponto de acesso à Patagônia argentina.
Em Punta Arenas, motoristas de táxi e caminhão bloquearam a rodovia de
aceso ao aeroporto, impedindo que 1.500 turistas deixassem a cidade.
Aparentemente, a situação foi normalizada. As informações são da
Associated Press.
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